ALUNOS DA TURMA I EM EVENTO INTERNACIONAL DE MODA
Estamos preparando as malas e finalizando o trabalho para participar do Congresso Latino-Americano de Moda. Uma oportunidade incrivel!
Além da representatividade institucional do Orbitato representando o Brasil, a ida ao evento beneficia duas alunas da Turma I, Ana Luisa e Leila Hort, que ganharam a oportunidade de representar o grupo no evento que conta com um desfile em Medelin e outro em Bogotá, na bagagem das alunas segue duas mini-coloções feitas pelos alunos do Curso de Pós Graduação, um exercicio de criação coletiva… Embarcam também nessa missão Beatriz e Liessa.
Vale a pena prestigiar o evento.
Vamos nessa!
www.congresodemoda.com
[TURMA II] VIVÊNCIAS DO CORPO: CORPO E ESPAÇO COM KAREN MULLER
Outro dado importante da sua aula foi a possibilidade de reconhecimento do outro. Que forma e que corpo do outro tem? Somos iguais afinal? Nesse primeiro contato só a certeza de termos ficado um pouco mais íntimos uns dos outros, possibilitando uma melhor comunicação e consequentemente uma melhor produção criativa. Somos agora uma turma onde um reconhece o outro em sua individualidade e, diferentes sim, mas com muito mais compreensão do corpo para o qual criamos. Utilizar estes conhecimentos e aplicá-los as nossas criações será um desafio individual para o qual estamos ansiosos em descobrir e realizar.
[TURMA II] FUNDAMENTOS DO DESIGN DE PRODUTO COM ANDRES PARALLADA
FUNDAMENTOS DO DESIGN DE PRODUTO
por Carlos Felipe Urquizar é chileno e brasileiro, graduado em Desenho Industrial pelo Instituto de Ensino Superior de Joinville. Trabalha com Fotografia e Ilustração é monitor dos cursos de moda e design da Unerj e aluno do Curso de Pós Graduação em Criação e Desenvolvmento de Produtos para Moda e Design, deste instituto.
Qual a diferença entre criatividade e design?
Que fatores devem levar em conta um designer, empresário ou departamento de marketing para iniciar o processo de concepção de um novo produto ou uma coleção de produtos?
É possível organizar de forma lógica esses fatores? Quais seriam? E quais seriam os critérios para se organizar esses grupos?
Com uma série de questionamentos, o Uruguaio, Andrés Parallada, professor da primeira aula da segunda turma do curso de Pós Graduação em Criação e Desenvolvimento de Produtos para Moda e Design inicia o primeiro modulo dos Fundamentos do Design de Produto.
Andrés, não facilita, responde as primeiras questões com mais perguntas, nos estimula assim a entender, conhecer, observar e analisar.
De onde surgem formas e funções dos objetos?
Quem desenhava ou de onde surgiam os produtos antes dos designers e artesãos?
Foi necessário voltar à história e primórdios do design para começar a desenvolver o tema. Andrés questiona o papel da tradição no desenvolvimento de produtos e explica por quais fatores se pode iniciar um projeto quando não se tem nada, e qual será seu processo e características decorrente dessas escolhas.
Em meio ao amadurecimento do tema fomos guiados até o surgimento da Bauhaus, para que além de entender adequação e contexto do design na revolução industrial, compreendêssemos que a Bauhaus foi mais do que um estilo, foi um centro de estudos que se dedicou a testar novas concepções artísticas a partir das idéias acumuladas nas duas primeiras décadas do século. Observamos que Bauhaus fez uma importante seleção dos conceitos criando os fundamentos para o design moderno, principais ferramentas do designer na esfera da percepção.
Estudar os fundamentos do design desde o seu surgimento com os mestres da Bauhaus, deixa clara a diferença entre designers que tiram suas idéias de referências consultadas, como portfólios de artistas, procurando combinações inteligentes de formas, tipos e cores como inspiração para seus projetos, dos designers que exploram mais profundamente o modo como à forma funciona, com riqueza e complexidade através de combinações simples.
Mas como criar ou como começar um projeto?
O processo de design é também um processo criativo, Andrés então explica a complexidade do termo criar e sua quantidade interminável de facetas, neste momento, se introduz a metodologia para organizar e racionalizar o pensamento, por esse motivo o design tem muito menos facetas e muito mais foco que a criatividade livre.
Lidar com criação no projeto de design significa então sempre refletir as condições sob as quais o projeto foi estabelecido e visualizá-las em seus produtos.
E a metodologia?
Em uma atividade Andrés nos pede para listar e organizar em grupos os fatores que utilizamos em nossos projetos, para depois, baseando-se em Bürdek, nos apresentar uma metodologia de projeto de produto.
Nos demos conta então que metodologia é um conjunto de operações necessárias, em ordem lógica, que nos leva de forma confiável e segura à solução do problema, e que teoria e metodologia do design são simples, desenvolvem-se da mesma forma que em qualquer outra disciplina e na maioria das vezes não percebemos, mas temos métodos inconscientes.
Um processo criativo ele é, sem dúvida. A configuração não se dá em um ambiente vazio, onde se brinca livremente com cores, formas e materiais. Cada objeto de design é o resultado de um processo de desenvolvimento, cujo andamento é determinado por condições e decisões – e não apenas por configuração. BÜRDEK (2006, p.225)
Mas como encontrar as condições para tomar decisões e como visualizar os resultados nos produtos?
Andrés apresenta então o MTD, Método Triádico do Design, um sistema fundamentado nos princípios de Charles S. Peirce no sistema de Vitrúvio. Na qual a interligação de três componentes construtivos cria o objeto, se separados, o objeto deixa de existir, mas essa inter-relação é abstrata e imperceptível ao público ou usuário, mas segundo Andrés devemos treinar nosso olhar.
Com o MTD devemos analisar os objetos em três zonas em separado, totalmente abstraídas: materialização, percepção e adequação.
Na segunda parte da disciplina apresentaremos o exercício de análise com o sistema triádico passado por Andrés, pondo em prática toda a compreensão da primeira aula.
Saímos de uma super aula com conceitos diferentes de metodologia, diferentes das tradicionais aulas, sem o preconceito de que a metodologia engessa o processo criativo, desfrutamos do conhecimento, simpatia e do engraçadíssimo portuñol de Andrés Parallada.
Que venha a segunda aula!
[TURMA II] NOVA TURMA DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO
Retomando a atualização do Blog do nosso curso de pós Graduação – Turma II.
Sejam todos bem vindos, sempre!
[TURMA I] ALUNOS DA PÓS CONVIDADOS PARA APRESENTAR COLEÇÕES DE MODA NA COLOMBIA
Temos muitos trabalhos já realizados, muitos projetos em andamento, muitas idéias propostas. Nesta de trabalhar muito, alcançamos timidamente contatos de muito longe. Nossas oficinas tem recebido pessoas de diversos lugares, Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, e a claro, de todos os cantos de Santa Catarina.Além das oficinas, nosso outro projeto em Educação que tem nos trazido muitos resultados positivos é o curso de pós-graduação em Criação e Desenvolvimento de Produtos para Moda e Design, temos em andamento duas turmas realmente eficientes.A primeira turma iniciou suas atividades em 2008 e coletivamente chegou num estagio bastante interessante. O contato de pessoas especiais com professores de ponta resultou em trabalhos expressivos, consistentes, novos.
Como grupo, provamos também que temos mais força, que nossas habilidades se completam que nossos interesses se conjugam. E como grupo vamos representar a Moda e o Brasil, no Congresso Latino-Americano de Moda, a ser realizada de 14 a 19 de setembro de 2009, em Medellín, e 21 a 26, em Bogotá, na Colômbia. O evento é um espaço acadêmico onde as experiências da academia e do desenvolvimento dos países que participam na cadeia têxtil-vestuário, design e moda, se relacionem.Segundo a organização do evento, o congresso abre a porta a novas propostas de designers latino-americanos que vão mostrar seus desenhos na “Passarela Aventura Latina!”.
Os alunos de cada escola terão a oportunidade de mostrar a sua proposta, tendo como inspiração a pluralidade de etnomoda, captando esse conceito como a contribuição latino-americana para a cena internacional. Uma grande oportunidade para explorar novos valores estéticos que as raízes culturais, como um dos mais preciosos bens de cada país, através de um trabalho criativo em torno de um tema comum.Para tanto, estamos embarcando nesta “Passarela Aventura” com duas mini-coleções feitas por muitas mãos. Aqui, decidimos fazer tudo coletivamente, nos dividindo em dois grupos, cada qual responsável por uma das mini-coleções, oportunidade que encontramos para criar um portfólio coletivo, de mesclarmos interesses, de explorarmos habilidades, de fortalecermos ainda mais nossos laços, nossos princípios. Dois alunos vão embarcar nesta representando todo o grupo.Instituições convidadas:
Internacionais:
Perú Chio Lecca
Chile Ineacap
Argentina Universidad de Buenos Aires
Uruguay ORT
Brasil Orbitato
CoLombianas:
Escuela Arturo Tejada Cano
Institución Universitaria Salazar y Herrera
Colegiatura Colombiana de Diseño
Universidad Pontificia Bolivariana
EsditecCesde
Universidad Autónoma del Caribe
Academia Lilos
[TURMA I] AULA DE ESTAMPARIA NA LANCASTER EM BLUMENAU
André Lobe, Graci, sr. Alex, da Lancaster, e o Gerson, da Huntesman Quimica do Brasil, nos receberam na Lancaster, em Blumenau, com um agradável café na manhã chuvosa do sábado.
http://www.lancaster.com.br/2009/home/
http://estamparialancaster.wordpress.com/
[TURMA I] DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO: ESTAMPARIA COM CELAINE REFOSCO
“Gosto de desenhar com o que não é feito para desenhar” (Celaine Refosco).
A humanidade investe muita vontade para criar situações de beleza. Estampar tecidos tem sido, há tempos, um dos meios de decorar e criar efeitos surpreendentes nas vestimentas das pessoas e das casas. **** Celaine Refosco é artista plástica pela Belas Artes de Curitiba, mestre em educação pela Universidade de La Habana, em Cuba. Egressa da especialização “Diseño para el Hogar” pelo CDI, Uruguay/Itália e Diretora de Criação em Moda pela Faap e pelo Instituto Brasil de Arte e Moda em associação Masp/Abit. Implantou e coordenou o curso de graduação em Moda da UNERJ, em Jaraguá do Sul SC, até 2006. Trabalhou com desenho têxtil em importantes indústrias do setor, foi docente em cursos de arquitetura, design e moda e já ensinou pelo Brasil, México, Colômbia, Argentina. É co-criadora do Circuito Identidades Latinas. Ilustrou importantes revistas, e entre tantos projetos é a diretora geral da Orbitato – Instituto de Estudos em Arquitetura Moda e Design.
Na disciplina de estamparia ministrada por Celaine Refosco, aprofundamos os conhecimentos sobre os processos de fixar imagens sobre superfícies têxteis.
Inicialmente Celaine salientou a importância de um raciocínio de construção dos tecidos “são estes pensamentos técnicos que dão concretude aos pensamentos estéticos” afirma. Além dos desenhos é preciso entender dos processos, tintas, corantes e do tipo do material a se estampar. É preciso avaliar as características técnicas de cada tipo de tecido, animal, vegetal e sintético, para saber como impressiona-lo através da estampa.
Para aprimorar os conhecimentos é necessário dominar tanto as técnicas como a linguagem. As técnicas são inúmeras e a linguagem depende da intenção, favorece o infindável. Após a escolha do desenho, é necessário separar as cores, preparar o tecido, fazer a estampagem, secar, fixar os corantes e estudar a necessidade de tratamentos posteriores, conforme o tipo de fibra, toque, brilho e amaciamentos pretendidos.
Celaine partilhou com a turma seus trabalhos e através deles nos ensinou que acima de todos os princípios é preciso experimentar frente a variedade de possibilidades. O aprendizado de mão dupla proporcionado pela professora que além de designer de estamparia também é artista plástica nos mostrou que a inventividade e criatividade de cada um pode trazer resultados surpreendentes e revelar novos meios de expressão.
Na segunda parte da disciplina estamparemos nossa compreensão do tema com a bagagem técnica e perceptiva que adquirimos nesta aula, expressando os interesses estéticos de cada um rumo ao projeto final de conclusão do curso.
[TURMA I] DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS: VEST. INFANTIL COM AMAURI MARQUES
Por Flavia Vanelli e Vinicius Schane
Para prover este debate contamos com os saberes, a experiência, e principalmente com a simpatia de Amauri Marques, professor convidado a tratar de Desenvolvimento de produtos – Vestuário Infantil. Num momento onde apenas se faz, pensar no que se faz ou no que tem sido feito, não com a intenção de copiar, porém, com a necessidade de entender, mapeando marcas, conceitos e produtos existentes neste universo, foram métodos trabalhados pelo professor. Amauri nos trouxe um olhar mercadológico para a moda, nada mecanizado, massificado, pelo contrário, nos fez entender segredos de marcas de sucesso, suas receitas, seus pontos de partida e de aquisição de fatias neste universo vasto do qual tem sido moda e o design. Além dos aspectos técnicos, destacando negócios de moda, Amauri soube extrair de cada um, o inicio de um pensamento para entender nossa gramática de estilo, observando parâmetros, “tantos quantos”, “e se fosse assim”, possibilidades de análise na interface entre os diversos processos que se envolve a criação. Ainda enfatizou que é preciso estar contente com os caminhos escolhidos extraindo o máximo de conteúdo que se vê numa iniciativa bacana, que não se gasta com o tempo, com produtos feitos com emoção, com a capacidade de fazer coisas que não estejam ultrapassadas, de podermos ser donos de nossas coisas, de nossas idéias. Fomos felizes nestes dias que desfrutamos da simpatia e do carinho do professor Amauri Marques, que com simplicidade nos fez redescobrir “onde mora o coração”.
[TURMA I] DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS: VESTUÁRIO COM RONALDO FRAGA
Por Ana Maria Sasse
Desenhar uma coleção de moda refletindo sobre os significados da visão e da cegueira. Bombardeados por informações visuais dos meios de comunicação, que futuro estará reservado à imaginação individual?
Precisamos de mais roupas? Ou precisamos, ao fazer roupas, contar uma história que faça sentido, e que só por fazê-lo, expande os limites do que convencionamos chamar de moda?
Exitante o tema, este de incluir a visibilidade na lista de valores a preservar no momento em que, segundo Ítalo Calvino “estamos correndo o perigo de perder uma faculdade humana fundamental: a capacidade de pôr em foco visões de olhos fechados, de fazer brotar cores e formas de um alinhamento de caracteres alfabéticos negros sobre uma página branca, de pensar por imagens”.
Enquanto grupo, apresentamos diferentes narrativas sobre a mesma história. Dirigidos por Ronaldo Fraga, pudemos entender novos rumos, diferentes olhares, múltiplos fazeres.
[TURMA I] DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO: OBJETOS COM ALEJANDRO SARMIENTO
