[TURMA I] Desenvolvimento de Produtos – Calçados
EU QUERO SER DONO DO QUE EU PENSO
Design não se faz em tempo curto, é preciso tempo para amadurecer
Luis Fernando começou a desenhar na infância, com a professora de catequese em Ribeirão Preto dos anos 80. Segundo ele, não pára de fazer as coisas que começa, um hiperativo assumido. E contente. Em 1983 começou a lecionar arquitetura na PUC Campinas. E continua. Em 1984, começou a desenvolver produtos para vender na loja da mãe. E continua. Em 2005 começou a lecionar a matéria de calçados na pós – graduação de moda da FAAP, e continua lá. Esperando que continue aqui, inicia a disciplina de sapatos na Orbitato neste fim de agosto chuvoso de 2009.
O artista é um visionário, disposto a compartilhar sua arte. O designer, usa referências e estímulos da arte e transforma idéias em projetos, considerando executabilidade, função e finalmente forma. Sapatos devem ser pensados exclusivamente em movimento, afirma. Pode-se dizer que Luiz é um cara que sabe onde tem os pés! A frente da criação da Ferri Couros
http://www.ferricouros.com.br/, empresa surgida da iniciativa de vender sapatos de criação própria, nas lojas da mãe, que comercializava multimarcas.
Relata que começou freqüentando feiras na Europa e voltou ao Brasil buscando locais para produzir coisas de qualidade para o mercado interno, combinação estranha para a época. Encontrou em Novo Hamburgo a extrema qualidade industrial, capaz de responder ao mercado internacional, com grandes quantidades. Mas que não se interessava em produzir pequenas quantidades para o mercado interno. E nem acreditava que houvesse esse espaço ou necessidade. Além do que, só produziam a partir de pilotos, nunca de desenhos. Para reproduzir um sapato, era preciso ter um sapato. Ou seja, uma estrutura pronta para copiar, mas não para criar. Característica dos idos 80 no Brasil.
Procurando produzir um produto com alto valor para atingir o mercado interno, não encontrou fornecedores, nem mesmo em Novo Hamburgo. Mas foi lá que apaixonou-se pelas fabricas do sul e seus potenciais econômicos. Viu nos processos fabris a possibilidade de desenvolver projetos. Trouxe o raciocínio da arquitetura para a projeção de calçados. Nutria interesse pelo fazer e pela estabilidade funcional. Não tinha interesse pela impemanência da moda, nem pelos seus ciclos curtos.
Teimoso e habilidoso, foi descobrir como reunir coisas tão dispares como qualidade e mercado interno, inovação e classe, moda e arquitetura. E conseguiu.
Além de continuar fazendo tudo o que começou, fez, e faz, tudo de maneira impecável. Afirma que o Brasil hoje, é o suporte para o desenvolvimento tecnológico chinês na industria de calçados. Que a condição de construir equipamentos é determinante para o sucesso produtivo, coisa que temos e nem sabemos. Relaciona economia, moda, aspectos formais, arquitetura e historia, integrando tudo numa visão claríssima do mundo contemporâneo
Idéias custam caro! Perceber antes, condição dos profissionais sensíveis, deve servir como meio de geração de negócios.
Para fazer um bom design é preciso aprender a errar.
Ser copiado significa deter a condição de criar, conclui.
Ficamos com saudade, e com vontade por mãos a obra! Em breve.
http://www.trippen.com/
http://www.camper.com/web/en/home.asp
http://www.melissa.com.br/
Regulamento francal


1 Comment
Leilah
31 de agosto de 2009Eu complemento dizendo que, ele é um profissional generoso, acessÃvel e que com maestria e técnica nos ajudou a concretizar a idéia do sapato que levaremos para a Colômbia neste mês. Maravilha!
Leila