por Tanise CreuzOuvindo o Professor Julio Cesar Refosco e as discussões sobre as questões ambientais que foram se desenrolando durante as aulas, entendi que a semana da pátria é – ou deveria ser – a escusa para uma conversa sobre o local que nos acolhe e com o qual estabelecemos uma relação de identidade e pertença, e pelo qual temos responsabilidades e compromissos.
A pátria somos nós.
Não é novidade que a solução para as questões ambientais é a educação. Mais que um conteúdo a ser ministrado, é uma postura a ser assumida.
Também não é novo que a palavra educação não se restringe aos prédios escolares, e envolve os valores que trazemos de berço. É preciso tomar consciência que escolhas e atitudes são valores a serem resgatados.
A pátria não é o governo de onde muitos, erroneamente, esperam todas as soluções. A pátria são as pessoas que elegem e compõem este governo e de onde devem partir os exemplos de respeito que os desavisados esperam partir apenas do outro.
Se o respeito fosse um valor de berço, não precisaríamos passar tantas horas discutindo as questões ambientais, pois este cuidado seria uma prática tão comum para nós quanto comer arroz e feijão.
“Não existe uma solução ótima de pronto.”
É preciso sensibilizar-nos e contribuirmos para o desenvolvimento de massa crítica aumentando a esfera de conhecimento.
Refletir sobre os valores que temos e o que realmente precisamos.
“Temos mais coisas e menos tempo livre.”
Passamos tanto tempo nos ocupando da questão: “como ter?” que não nos sobra tempo pra sermos.
Aos profissionais da criação cabem muitos aspectos na construção do elo entre as questões ambientais e comerciais, levando em conta também os custos ambientais e sociais.
Trabalhar entre o design e o meio ambiente, sabendo optar por soluções mais adequadas gerenciando processos e adotando práticas como: 1)Química verde; 2)Eco-design; 3)Resíduo zero; 4)Ciclo fechado; 5)Economia local solidária; de forma intencional, nos levará a soluções. Creio.