[TURMA II] VIVÊNCIAS DO CORPO: CORPO E ESPAÇO COM KAREN MULLER

Posted by: on ago 6, 2009 | No Comments
Desenhos por Celaine Refosco

Esculturas de argila feitas pelos alunos da disciplina.
A junção do movimento corporal com a sensibilidade do criar
por Charles Klitzke, Sheila M. Fernandes, Elen Cristina Pelegrini

Qual a relação da moda com o corpo? Conhecer o seu próprio corpo, cada parte dele, dos pés a cabeça, dos ossos a pele, para poder contemplá-lo com objetos que criamos. Inicialmente pode-se dizer que este conhecimento faz parte dos pilares de construção de objetos e/ou produtos, para se trabalhar com moda, é preciso tatear, tocar, tocar-se e tocar ao outro. Vivências do corpo é a disciplina ministrada pela professora doutora Karen Muller, que nos mostrou que conversar, ouvir e sentir a si mesmo, faz com que tenhamos uma visão mais apurada de proporção, acertando a criação. Transmitindo sutileza nos movimentos dos objetos para torná-los atrativos visualmente, confortáveis e funcionais.

Karen nos possibilitou ver que nosso corpo tem formas, volumes, eixos e preenche espaços. Em nosso cotidiano trabalhamos, nos divertimos, mas nos esquecemos do principal, que é… olhar-nos, sentir-nos, mantermos nossa postura no sentar, andar e até dormir. São hábitos simples que fazem com que possamos estar melhor e ajuda nosso cotidiano e nossa saúde.

Em sua vasta experiência, a professora nos revela aquilo que surpreendentemente está conosco o tempo todo: nossos ossos, nosso formato, nossa estrutura. Não bastando isto, ainda orienta nossa percepção para as funções de nossos ossos. Arquitetonicamente perfeitos essa estrutura corpórea nos leva “à frente” e “ao alto”, como flechas apontando a direção que deveríamos tomar. Uma experiência tatilmente ergonômica, onde o conhecimento está na proporção, na compreensão de movimentos, limites, possibilidades, articulações, onde acontecem as junções de nosso corpo, e até onde elas podem ir.


Outro dado importante da sua aula foi a possibilidade de reconhecimento do outro. Que forma e que corpo do outro tem? Somos iguais afinal? Nesse primeiro contato só a certeza de termos ficado um pouco mais íntimos uns dos outros, possibilitando uma melhor comunicação e consequentemente uma melhor produção criativa. Somos agora uma turma onde um reconhece o outro em sua individualidade e, diferentes sim, mas com muito mais compreensão do corpo para o qual criamos. Utilizar estes conhecimentos e aplicá-los as nossas criações será um desafio individual para o qual estamos ansiosos em descobrir e realizar.

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