[TURMA II] HISTÓRIA DA IMAGEM: IDENTIDADE E LINGUAGEM
Figura 01: imagens do filme Todo sobre Mi Madre, 1999 de Pedro Almodóvar e os quadrados de Josef Albers.
DE YVES KLEIN A POP ART
Figura 04: O dadaísta Tristan Tzara, Yves Klein, e os artistas da Pop Art: Roy Lichtenstein e Andy Warhol.
A segunda onda de informações nos trás um panorama artístico da segunda metade do século XX, transformada por experimentações e por questionamentos liderados por Yves Klein e pelos artistas da Pop Art. Enquanto o francês trabalhava na busca do seu azul, que representava o vazio – segundo sua teoria – e dava os primeiros passos para o que mais tarde se tornaria a performance nas artes/arte conceitual, transformando o processo criativo tão ou mais importante que o resultado transformado em obra, o americano Andy Warhol ironizava a vida consumista que representava a sociedade americana na década de 60, sendo um dos principais artistas da Pop Art.
Depois dos anos 60 a arte mudou radicalmente, e a visão que se tinha sobre ela também. Já não existem objetos, materiais ou temas artísticos, tudo pode ser transformado em arte, coisa que nos anos 20 já se esboçou com o Dadaísmo, mas que décadas depois ganharia o mundo através das obras da Pop Art.
Por fim o que fica de uma aula que põem em exercício tais pensamentos não pode ser considerado menos do que uma tradução perfeita do pensar a criação. Na medida que trás à luz questionamentos quanto a resultados pré-concebidos, tanto pelos movimentos artísticos, quanto pelos ditados pela indústria, como as fórmulas de cores e ainda nos desperta da zona de conforto em que os ditos criativos se estabelecem, já nos fazendo duvidar dessas novas teorias apresentadas. Na saída me senti embebido de inspiração e nessa mesma semana em prática experimentei exercícios, pensando a cor antes da obra. Pensando na apropriação metafórica da cor, na composição de um novo painel artístico. Embora o foco das aulas tenha sido design.
[TURMA II] VIVÊNCIAS DO CORPO: CORPO E ESPAÇO COM KAREN MULLER
Outro dado importante da sua aula foi a possibilidade de reconhecimento do outro. Que forma e que corpo do outro tem? Somos iguais afinal? Nesse primeiro contato só a certeza de termos ficado um pouco mais íntimos uns dos outros, possibilitando uma melhor comunicação e consequentemente uma melhor produção criativa. Somos agora uma turma onde um reconhece o outro em sua individualidade e, diferentes sim, mas com muito mais compreensão do corpo para o qual criamos. Utilizar estes conhecimentos e aplicá-los as nossas criações será um desafio individual para o qual estamos ansiosos em descobrir e realizar.
[TURMA II] FUNDAMENTOS DO DESIGN DE PRODUTO COM ANDRES PARALLADA
FUNDAMENTOS DO DESIGN DE PRODUTO
por Carlos Felipe Urquizar é chileno e brasileiro, graduado em Desenho Industrial pelo Instituto de Ensino Superior de Joinville. Trabalha com Fotografia e Ilustração é monitor dos cursos de moda e design da Unerj e aluno do Curso de Pós Graduação em Criação e Desenvolvmento de Produtos para Moda e Design, deste instituto.
Qual a diferença entre criatividade e design?
Que fatores devem levar em conta um designer, empresário ou departamento de marketing para iniciar o processo de concepção de um novo produto ou uma coleção de produtos?
É possível organizar de forma lógica esses fatores? Quais seriam? E quais seriam os critérios para se organizar esses grupos?
Com uma série de questionamentos, o Uruguaio, Andrés Parallada, professor da primeira aula da segunda turma do curso de Pós Graduação em Criação e Desenvolvimento de Produtos para Moda e Design inicia o primeiro modulo dos Fundamentos do Design de Produto.
Andrés, não facilita, responde as primeiras questões com mais perguntas, nos estimula assim a entender, conhecer, observar e analisar.
De onde surgem formas e funções dos objetos?
Quem desenhava ou de onde surgiam os produtos antes dos designers e artesãos?
Foi necessário voltar à história e primórdios do design para começar a desenvolver o tema. Andrés questiona o papel da tradição no desenvolvimento de produtos e explica por quais fatores se pode iniciar um projeto quando não se tem nada, e qual será seu processo e características decorrente dessas escolhas.
Em meio ao amadurecimento do tema fomos guiados até o surgimento da Bauhaus, para que além de entender adequação e contexto do design na revolução industrial, compreendêssemos que a Bauhaus foi mais do que um estilo, foi um centro de estudos que se dedicou a testar novas concepções artísticas a partir das idéias acumuladas nas duas primeiras décadas do século. Observamos que Bauhaus fez uma importante seleção dos conceitos criando os fundamentos para o design moderno, principais ferramentas do designer na esfera da percepção.
Estudar os fundamentos do design desde o seu surgimento com os mestres da Bauhaus, deixa clara a diferença entre designers que tiram suas idéias de referências consultadas, como portfólios de artistas, procurando combinações inteligentes de formas, tipos e cores como inspiração para seus projetos, dos designers que exploram mais profundamente o modo como à forma funciona, com riqueza e complexidade através de combinações simples.
Mas como criar ou como começar um projeto?
O processo de design é também um processo criativo, Andrés então explica a complexidade do termo criar e sua quantidade interminável de facetas, neste momento, se introduz a metodologia para organizar e racionalizar o pensamento, por esse motivo o design tem muito menos facetas e muito mais foco que a criatividade livre.
Lidar com criação no projeto de design significa então sempre refletir as condições sob as quais o projeto foi estabelecido e visualizá-las em seus produtos.
E a metodologia?
Em uma atividade Andrés nos pede para listar e organizar em grupos os fatores que utilizamos em nossos projetos, para depois, baseando-se em Bürdek, nos apresentar uma metodologia de projeto de produto.
Nos demos conta então que metodologia é um conjunto de operações necessárias, em ordem lógica, que nos leva de forma confiável e segura à solução do problema, e que teoria e metodologia do design são simples, desenvolvem-se da mesma forma que em qualquer outra disciplina e na maioria das vezes não percebemos, mas temos métodos inconscientes.
Um processo criativo ele é, sem dúvida. A configuração não se dá em um ambiente vazio, onde se brinca livremente com cores, formas e materiais. Cada objeto de design é o resultado de um processo de desenvolvimento, cujo andamento é determinado por condições e decisões – e não apenas por configuração. BÜRDEK (2006, p.225)
Mas como encontrar as condições para tomar decisões e como visualizar os resultados nos produtos?
Andrés apresenta então o MTD, Método Triádico do Design, um sistema fundamentado nos princípios de Charles S. Peirce no sistema de Vitrúvio. Na qual a interligação de três componentes construtivos cria o objeto, se separados, o objeto deixa de existir, mas essa inter-relação é abstrata e imperceptível ao público ou usuário, mas segundo Andrés devemos treinar nosso olhar.
Com o MTD devemos analisar os objetos em três zonas em separado, totalmente abstraídas: materialização, percepção e adequação.
Na segunda parte da disciplina apresentaremos o exercício de análise com o sistema triádico passado por Andrés, pondo em prática toda a compreensão da primeira aula.
Saímos de uma super aula com conceitos diferentes de metodologia, diferentes das tradicionais aulas, sem o preconceito de que a metodologia engessa o processo criativo, desfrutamos do conhecimento, simpatia e do engraçadíssimo portuñol de Andrés Parallada.
Que venha a segunda aula!
[TURMA II] NOVA TURMA DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO
Retomando a atualização do Blog do nosso curso de pós Graduação – Turma II.
Sejam todos bem vindos, sempre!
[TURMA I] ALUNOS DA PÓS CONVIDADOS PARA APRESENTAR COLEÇÕES DE MODA NA COLOMBIA
Temos muitos trabalhos já realizados, muitos projetos em andamento, muitas idéias propostas. Nesta de trabalhar muito, alcançamos timidamente contatos de muito longe. Nossas oficinas tem recebido pessoas de diversos lugares, Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, e a claro, de todos os cantos de Santa Catarina.Além das oficinas, nosso outro projeto em Educação que tem nos trazido muitos resultados positivos é o curso de pós-graduação em Criação e Desenvolvimento de Produtos para Moda e Design, temos em andamento duas turmas realmente eficientes.A primeira turma iniciou suas atividades em 2008 e coletivamente chegou num estagio bastante interessante. O contato de pessoas especiais com professores de ponta resultou em trabalhos expressivos, consistentes, novos.
Como grupo, provamos também que temos mais força, que nossas habilidades se completam que nossos interesses se conjugam. E como grupo vamos representar a Moda e o Brasil, no Congresso Latino-Americano de Moda, a ser realizada de 14 a 19 de setembro de 2009, em Medellín, e 21 a 26, em Bogotá, na Colômbia. O evento é um espaço acadêmico onde as experiências da academia e do desenvolvimento dos países que participam na cadeia têxtil-vestuário, design e moda, se relacionem.Segundo a organização do evento, o congresso abre a porta a novas propostas de designers latino-americanos que vão mostrar seus desenhos na “Passarela Aventura Latina!”.
Os alunos de cada escola terão a oportunidade de mostrar a sua proposta, tendo como inspiração a pluralidade de etnomoda, captando esse conceito como a contribuição latino-americana para a cena internacional. Uma grande oportunidade para explorar novos valores estéticos que as raízes culturais, como um dos mais preciosos bens de cada país, através de um trabalho criativo em torno de um tema comum.Para tanto, estamos embarcando nesta “Passarela Aventura” com duas mini-coleções feitas por muitas mãos. Aqui, decidimos fazer tudo coletivamente, nos dividindo em dois grupos, cada qual responsável por uma das mini-coleções, oportunidade que encontramos para criar um portfólio coletivo, de mesclarmos interesses, de explorarmos habilidades, de fortalecermos ainda mais nossos laços, nossos princípios. Dois alunos vão embarcar nesta representando todo o grupo.Instituições convidadas:
Internacionais:
Perú Chio Lecca
Chile Ineacap
Argentina Universidad de Buenos Aires
Uruguay ORT
Brasil Orbitato
CoLombianas:
Escuela Arturo Tejada Cano
Institución Universitaria Salazar y Herrera
Colegiatura Colombiana de Diseño
Universidad Pontificia Bolivariana
EsditecCesde
Universidad Autónoma del Caribe
Academia Lilos
[TURMA I] AULA DE ESTAMPARIA NA LANCASTER EM BLUMENAU
André Lobe, Graci, sr. Alex, da Lancaster, e o Gerson, da Huntesman Quimica do Brasil, nos receberam na Lancaster, em Blumenau, com um agradável café na manhã chuvosa do sábado.
http://www.lancaster.com.br/2009/home/
http://estamparialancaster.wordpress.com/
