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[TURMA I] CULTURA NA ERA DA COMUNICAÇÃO

NUCLEO FUNDAMENTADOR – AULA VII
Subversão teórica!
Mais um texto desenvolvido para registrar a quem está, chegará, ou não pode participar do que anda rolando nos dias em que nos reunimos na tranqüila Pomerode, em lugares curiosos – sala de reuniões da prefeitura, auditório, sala multiuso, ou no local predileto: a pequena casinha enxaimel, localizada no parque de eventos da cidade, a sede do Orbitato.

Por vezes me encontro pensando o que às pessoas da cidade devem imaginar quando percebem, que a cada quinze dias um grupo de indivíduos se reúne ali, na pequena casinha, hora com as cortinas e portas fechadas, hora com tudo aberto e mesas no pátio com tintas ou cucas e sempre com flores.
O que possivelmente ninguém deve imaginar, é que naqueles momentos estão reunidos os melhores pensamentos, desejos e sonhos. Estão reunidas pessoas de áreas diversas da Moda, do Design, da Arquitetura, do Artesanato, da Publicidade, da História (e há quem tenha tudo isso misturado), buscando fazer da sua atividade profissional algo singular, e que principalmente, estamos sempre na companhia de professores incríveis (pessoalmente e profissionalmente) que tem os sentidos ultra apurados para literatura, arte, cinema, moda, design e principalmente para a vida, para a sociedade, para a cultura, para estética, e mais ainda, para ensinar.
No último encontro estivemos com Marin Feijó*! E que surpresa! Feijó nos trouxe sua experiência profissional, seu carinho, sua simpatia e dividiu conosco seus melhores saberes tratados a partir da disciplina CULTURA NA ERA DA COMUNICAÇÃO.

Na companhia de Feijó pudemos compreender os sentidos múltiplos da comunicação e sua projeção Cultural – intelectual, moral e estética – através dos conceitos históricos e da análise destes termos entre o moderno e o pós-moderno ultrapassando cidades, autores, tempos e espaços, e suas influências em quem ali esteve.
Eleger temas, conectar relações, proporcionar momentos de sonora reflexão, são as grandes habilidades de Feijó. Entendo que poucas vezes os feitos históricos fizeram tanto sentido, a todos, como os trazidos por ele.
Dentre tantos assuntos e revisões, destaca-se aqui, a visão do feminino, e sua projeção social através da história, da cultura e do mercado, atravesando os conceitos do erótico e do sensual, refletindo sobre s projeções intrínsecas deste pensamento na arte, pela mídia, e atualmente no cotidiano contemporâneo e do trabalho. Faz-se necessário pensar sobre a banalização da imagem, destacando a feminina, entendendo os contextos de toda esta transformação que nos afinam enquanto profissionais cientes de nossas atitudes perante os meios em que se transpõem as tais informações, de que tanto necessitam nossa busca e avaliação profissional.
É necessário também citar o entendimento sobre percepção, tanto a percepção estética ligada a sensibilidade dos sentidos, mas principalmente, aquela que está ligada a história: a percepção de entender a teoria já colocada, debatida e dialogada por quem antes de nós, olhou e pensou: cultura, comunicação, sociedade. Feijó nos uniu aos códigos históricos compostos de Baudelaire, Marx, Freud, a Jonh Lennon, da cultura à contracultura, as diversas formas de projeções, subjeções e mais, as SUBVERSÕES.

Encontramos nestes dias as condicionantes para seguirmos nossos dias profissionais, agora cientes das relações com a comunicação, analisando de maneira calorosa o que atravessa o tempo, e com o pensamento apurado para prever outras possibilidades.
Martin nos trouxe pontos importantes para entender e observar a “sociedade do espetáculo” e proporcionou o encontro com nosso espírito jovem, crítico, bastante apagado pelo processo histórico composto pela fusão de informações a que somos submetidos. Fez-nos compreender, principalmente, que a sensibilidade e o olhar apurado através da história permite o florecimento do entendimento contemporâneo. E que é necessário fazer, compor, recompor, subverter!
Aqui, nesta casinha, acompanhado destas pessoas, já somos contracultura, na contramão de tudo que acontece fora da esfera técnica, veloz e produtiva de nossas vidas, aqui estamos puramente ligados no aprender, pensar e criar! Pura contracultura nesta hora em que o mundo é um grande mercado, de que, infelizmente, nem a educação escapa.
Como diz Martin, no final de um de seus e-mails, após visualizar novos acontecimentos contemporâneos: “tudo começou com um “I have a dream”, passou pelo dramático “the drean is over” e chegou ao “we can change”… We can change the world; seja em Washington, Pomerode ou em Mossoró”.


1 Resposta to “ [TURMA I] CULTURA NA ERA DA COMUNICAÇÃO ”

  1. Flavs disse:

    a gente precisa de uma panorâmica pra encaixar todo mundo na mesma foto..hehe

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