Na companhia de Feijó pudemos compreender os sentidos múltiplos da comunicação e sua projeção Cultural – intelectual, moral e estética – através dos conceitos históricos e da análise destes termos entre o moderno e o pós-moderno ultrapassando cidades, autores, tempos e espaços, e suas influências em quem ali esteve.
Eleger temas, conectar relações, proporcionar momentos de sonora reflexão, são as grandes habilidades de Feijó. Entendo que poucas vezes os feitos históricos fizeram tanto sentido, a todos, como os trazidos por ele.
Dentre tantos assuntos e revisões, destaca-se aqui, a visão do feminino, e sua projeção social através da história, da cultura e do mercado, atravesando os conceitos do erótico e do sensual, refletindo sobre s projeções intrínsecas deste pensamento na arte, pela mídia, e atualmente no cotidiano contemporâneo e do trabalho. Faz-se necessário pensar sobre a banalização da imagem, destacando a feminina, entendendo os contextos de toda esta transformação que nos afinam enquanto profissionais cientes de nossas atitudes perante os meios em que se transpõem as tais informações, de que tanto necessitam nossa busca e avaliação profissional.
É necessário também citar o entendimento sobre percepção, tanto a percepção estética ligada a sensibilidade dos sentidos, mas principalmente, aquela que está ligada a história: a percepção de entender a teoria já colocada, debatida e dialogada por quem antes de nós, olhou e pensou: cultura, comunicação, sociedade. Feijó nos uniu aos códigos históricos compostos de Baudelaire, Marx, Freud, a Jonh Lennon, da cultura à contracultura, as diversas formas de projeções, subjeções e mais, as SUBVERSÕES.
Encontramos nestes dias as condicionantes para seguirmos nossos dias profissionais, agora cientes das relações com a comunicação, analisando de maneira calorosa o que atravessa o tempo, e com o pensamento apurado para prever outras possibilidades.
Martin nos trouxe pontos importantes para entender e observar a “sociedade do espetáculo” e proporcionou o encontro com nosso espírito jovem, crítico, bastante apagado pelo processo histórico composto pela fusão de informações a que somos submetidos. Fez-nos compreender, principalmente, que a sensibilidade e o olhar apurado através da história permite o florecimento do entendimento contemporâneo. E que é necessário fazer, compor, recompor, subverter!
Aqui, nesta casinha, acompanhado destas pessoas, já somos contracultura, na contramão de tudo que acontece fora da esfera técnica, veloz e produtiva de nossas vidas, aqui estamos puramente ligados no aprender, pensar e criar! Pura contracultura nesta hora em que o mundo é um grande mercado, de que, infelizmente, nem a educação escapa.
Como diz Martin, no final de um de seus e-mails, após visualizar novos acontecimentos contemporâneos: “tudo começou com um “I have a dream”, passou pelo dramático “the drean is over” e chegou ao “we can change”… We can change the world; seja em Washington, Pomerode ou em Mossoró”.
a gente precisa de uma panorâmica pra encaixar todo mundo na mesma foto..hehe