[TURMA I] COR NA MODA E NO PRODUTO
Cor é uma coisa tão importante que hoje “COR É PRODUTO”
Nem todos vêem a cor da mesma forma
Quem tem olho azul ou verde vê diferente?
Todos não sentem a mesma coisa ao ver a mesma cor
A cor tem memória
Nem sempre a memória tem cor
A cor lembra cheiros, sensações (isso é dado científico!)
Pode lembrar histórias imensas, em um segundo
Uma cor pode deixar uma pessoa triste
Uma cor pode dar medo
Pode deixar feliz também
E com muita freqüência, cor, dá saudade
Lembra os olhos de um, a fita dos cabelos de outra
Cor, com freqüência lembra flor
Flor sempre tem cor, mesmo quando é verde
Quando fechamos os olhos sob o sol, a cor que vemos é vermelho
Dizem, que na barriga da nossa mãe, víamos também, o mundo em vermelho
Quando fechamos os olhos na sombra, preto marinho, é a cor que vemos
Como a cor da noite
‘Noite’ e ‘sombra’ são nomes de cores
Da cartela da Suvinil
Tem muita cor no mundo hoje
Cor hoje é coisa fácil
A cartela tem mil cores
Antes, magenta era de cochonilha (besouro esmagado)
Azul de anil ou lápiz lázuli,
Preto, terra queimada
Vermelho, terra
Amarelo? terra também!
Mas o importante mesmo,
É que quando muda de lugar, de luz, de lado, de sentimento, Muda a cor!
E é por isso mesmo, que cor é uma coisa muito importante. Tão importante, que, sendo imaterial e imprecisa como descrito acima, também é produto, carro chefe de venda em inúmeros casos, e quase a totalidade do produto em muitos outros.
O que a Suvinil (e todas as concorrentes de nomes menos sonoros) venderia se não fosse a cor? E as polos da Lacoste?
Para debater tudo isso Sergio Gregório* foi o professor da disciplina Cor aplicada a Moda e ao Design e literalmente, coloriu nosso espírito. Apresentou-nos a cor para aplicação em produtos para moda e design e pode neste momento, nos prender ao seu olhar apurado. Elemento codificado que se define para além das formas e contextos. Sérgio destacou a cor pelo viés da criação, e buscou resgatar a reflexão sobre os fazeres esquecido pela mecanização do tempo, e assim, como com o processo da cor na aplicação da moda, que por muitos está restrito ao processo intuitivo, massacrado pela confusão estética e pela mesmice simbólica da tendência pré-estipulada, não revisada, viciada ou apenas mal interpreta.
A mesma cor que camufla, apresenta, distingue, iguala, a cor que se estabelece em todos os nossos momentos, no trabalho, na rua, em casa. E como usa-la, distribuí-la e pensa-la como produto nesta imensidão de elementos nos quais ela se manifesta? Muitos que controlamos, inúmeros fora do nosso controle? Foi por isso que testamos, misturamos e exercitamos o olhar e a construção e harmonização de cores, para assim, tentarmos ficar mais conscientes da possibilidade e da potência da cor, como emoção, e justamente por isso, como produto.
