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[TURMA I] HISTÓRIA DA IMAGEM: identidade e linguagem II

Aula IV – Núcleo Fundamentador


Operação caminhos.
por Vinicius Schane.
Ampliação do repertório teórico e visual para complemento de criação e conhecimento pessoal faz parte do princípio que se aplica à disciplina de História da Imagem: identidade e linguagem, da qual completamos o módulo nos dias 05 e 06 de setembro. Carlos Perrone, que com todo seu arsenal de imagens e referências históricas, estabelece conexões – de que só ele é capaz – nos levando a perceber o mundo com maior unidade na sua complexidade imensa.

Data marcada para apresentação de experiência sugerida no modulo anterior, retomada pela discussão sobre a “operação cor” e sua relação histórica com moda, design, arquitetura, arte, e respectivas técnicas, modos de produção e criadores (personagens fundamentais destes momentos). Artistas e profissionais das ditas “artes aplicadas” puderam utilizar deste processo poderoso que contempla as transposições políticas e sociais, estabelece relações com as pessoas, fronteiras, matérias, e que acompanha as restrições e excessos.

Não estarão neste texto a ordem e os fatos teóricos e visuais analisados na aula, interessantes, mas por isso mesmo, não possível. As conexões estabelecidas entre professor, disciplina e alunos, ficaram lá. É impraticável registrar qualquer explicação sem deixar que o assunto pareça simplista demais – como ele já tem sido tratado nas maiorias das literaturas e outras formas por aí. O que ficou está guardado em nós. Ainda está sendo digerido, e será traduzido em nossos trabalhos, em nossa forma de olhar, em nossas vidas.

Bom, mas vamos ao segundo momento: as apresentações das experiências empreendidas. Retratar, ou melhor, “traduzir visualmente” a imagética proposta pelo Cap. XI de “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, era nossa tarefa. Fotografia, estêncil, colagem, desenho, pintura, acessórios, objetos e esculturas, apareceram… O limite proposto era um painel A2, más como a imaginação não tem limites, cada aluno usou de suas habilidades, fazeres e saberes, e referencias para interpretar/traduzir o texto de Wilde, e os resultados foram incríveis! Além da expressão visual, perceber a interpretação do outro nos ensina a olhar com nova maneira. Pudemos, na verdade, olhar de diversas maneiras, pudemos exercitar a completaridade. Ouvir, corrigir e aprender novas maneiras de ler, perceber e realizar. Pudemos entender processos de olhar e perceber, processos de criar através da curadoria de Perrone, quem nos deixou muito de si.

O entendimento do mundo através da operação História, Linguagem, Imagem, Identidade ultrapassou os sentidos, e nos fez compreender a incrível trajetória do tempo, na moda, na arquitetura, no design, na arte, através da criatividade, do pensamento criativo e da amplitude de entendimentos e materiais que ainda existe para ser estudado, analisado, debatido e principalmente, conectado. Partimos daqui com mais segurança para a seleção crítica e estética de nossa própria observação/percepção, bem como do outro. Com respostas sobre como podemos avaliar parâmetros do bom e do ruim. E como fazê-lo se não pudermos estabelecer e conectar as diferentes formas das formas? Como as analises de resgate e o entendimento da busca de referencias para criação podem fugir das etiquetações e tornarem-se passiveis de reconhecimento?

Entende-se que o fechamento desta disciplina deixa a todos um novo olhar para a criação, seja na moda, seja no design, produção gráfica, para os símbolos e signos propostos pelas marcas, para os índices que se estabelecem vagarosamente por nosso cotidiano. Sim, os índices, como pegadas na areia, que nos indicam que alguém já passou por ali, e são necessárias novas descobertas, que só se farão através da troca, da experiência, dos experimentos e do aprendizado verdadeiro, feito com compromisso ético e estético, esse é o caminho que todos aqui estamos seguindo…
Alguns momentos:

E toda conversa continua nos locais agradaveis de Pomerode.

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