Imaginar que metodologia é normalmente empregada num processo formal, formatado e único é a maneira obvia de se entender o descomprometimento com o pensamento criativo na atualidade. Entender o processo metodológico como um caminho comum para organizar o pensamento, e não, como controle pré-estabelecido ou regras de criação, é o primeiro passo para se estabelecer o vinculo profissional e fundamentador que direciona e dimensiona o papel e a atitude do designer e seu pensamento analítico com o processo de criação, que torna-se seu.
Andrés Parallada*, designer Uruguaio com trajetória em grandes Instituições da América e Alemanha foi o responsável por esta composição de exemplos e referencias que identificam as metodologias de trabalho, partindo de esclarecimentos fundamentadores – analíticos, históricos, teóricos e práticos – que podem ser adaptados seja no processo industrial, tanto quanto, em iniciativas particulares. O Método ou Metodologia adotado por empresas que evidentemente facilita a comunicação em todas as suas etapas do processo de criação e estabelece a organização e a busca de identidade para o desenvolvimento de ações periódicas na busca de novos produtos com resultados de produção mais eficientes e organizados, foram analisados e debatidos pelo grupo que organizou ou reorganizou seu pensamento através desta mostra.
Entre analises, críticas e sugestões, pode-se afinar os saberes entre os objetos-roupas, as inspirações e seus valores empregados em cada tempo. Outro elemento fundamentador foi o esclarecimento e entendimento do MTD – Modelo Triádico do Design, onde apreende-se a composição visual, aspecto produtivo e componentes de uso, como ferramentas que conjugam as diferenças do design com os outros meios.
Fica em mais este momento o acordo de que os vínculos profissionais partem do entendimento, e da maneira em que cada um organiza suas habilidades, suas referencias, e acima de tudo, suas relações com a criação e seu processo. Compreender que o privilégio da contemporaneidade é poder buscar na história modelos e referenciais e sua infinidade de elementos, que perpetuam os séculos e servem como exemplos e inspirações, é poder usar de mais mecanismos para constituir seu método, seu caminho ou seu curso. Vamos nessa!
* Andrés Parallada, graduado em Designer Industrial pelo Centro de Desenho Industrial – Uruguai e especialista na mesma área pelo Neumeister Design, em Munich, Alemanha.
Trabalha atualmente como designer independente, com atuação em diversas áreas do Design, tem dez anos de experiência como docente, tanto de nível técnico como universitário. A partir de 2007 é professor convidado da UNERJ, Centro Universitário de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, Brasil. Entre suas atividades percorreu e visitou diversas escolas internacionais de Design como, Institute of Design, Illinois Institute of Technology, Chicago, Illinois EE.UU.,1996; Fachhochscule Darmstadt, University of Applied Sciences, Darmstadt Alemania, 1998; Royal Collage of Art, Londres, Reino Unido, 1998; École Boulle, París, Francia, 1998.