A primeira aula do Curso de Pós Graduação do Orbitato, trouxe a figura de Carlos Perrone* para falar sobre História da Imagem: Identidade e Linguagem. Foi um momento impar, todos se conhecendo e outros se reconhecendo. A aula foi incrível, o clima foi de descontração e de Perrone pode se dizer que é um professor completo. Tem conhecimento, é divertido, tem experiência, simplicidade e sabe o que fala. Querem mais? Semiótica, estética, arte e outros saberes que se completam, estiveram presentes neste momento que objetivou compreender as relações com o universo das imagens que nos rodeiam, nos traduzem, e se transformam a cada piscar de olhos, a cada passo, inclusive, as que andam coladas em nós, em nossas roupas, sobre nosso corpo. A assimilação destas imagens passa por nosso eterno processo de ‘conhecer’ e ‘reconhecer’. Este aspecto fica mais evidente quando entendemos que o conhecer é sempre cuidadoso, tateamos com calma, chega até sugerir risco, exige mais esforço, trabalho e atitude, é alimentado por muitos, e esquecido pela maioria. Reconhecer, por outro lado, nos alegra, nos torna próximos, íntimos, fortalecidos com o assunto. E é entendendo estas ações que abre-se o debate sobre a criação, que se amplia não mais pela aquisição de ferramentas de produção, mas sim, pelo conceito que absorvemos através de nossa posição estética com relação ao mundo. Do modo de projetarmos nosso conhecimento ou reconhecimento, se assim for. O sistema industrial usou da repetição de métodos e imagens ao longo do seu processo, que reproduziu uma infinidade de identidades forjadas, sem entender que operações semelhantes podem e devem gerar produtos diferentes.
Compreender nossas determinantes físicas e simbólicas, da arte, design, moda, arquitetura, ou afim, nos faz entender melhor os espaços, nos relaciona com culturas e meios e principalmente, nos prepara a atuar de forma holística, sensata, com princípios e bases fundamentadas. Possibilitar ao ser criador estruturas para interpretar os símbolos do mundo a sua volta tornam-nos mais ágeis e sensíveis.
As cores também entram na conversa, sim, as mesmas cores que ditam moda e ampliam as tendências, também estão relacionadas intimamente ao processo de reconhecer, mais do que o de conhecer, e ser entendida com seu aspecto crítico e experimental, fica evidente que deixamos de observar o assunto cor de maneira pratica, verdadeira, sem mistérios ou interpretações romanceadas de suas características.
Mas esta aula ainda não acabou, em setembro tem mais historia da imagem, tem mais Perrone… Agora é experimentar-nos no Trabalho sobre o Livro do Oscar Wilde e curtir tudo isso que ainda ferve em nossas idéias.
Identidade e imagem, fiquem atentos a isso!