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[TURMA I] HISTÓRIA DA IMAGEM: identidade e linguagem

Aula I – Núcleo Fundamentador

Conhecer ou Reconhecer? Eis a questão!

Por Vinicius Schane, professor, historiador e aluno do Curso.

A primeira aula do Curso de Pós Graduação do Orbitato, trouxe a figura de Carlos Perrone* para falar sobre História da Imagem: Identidade e Linguagem. Foi um momento impar, todos se conhecendo e outros se reconhecendo. A aula foi incrível, o clima foi de descontração e de Perrone pode se dizer que é um professor completo. Tem conhecimento, é divertido, tem experiência, simplicidade e sabe o que fala. Querem mais?

Semiótica, estética, arte e outros saberes que se completam, estiveram presentes neste momento que objetivou compreender as relações com o universo das imagens que nos rodeiam, nos traduzem, e se transformam a cada piscar de olhos, a cada passo, inclusive, as que andam coladas em nós, em nossas roupas, sobre nosso corpo.

A assimilação destas imagens passa por nosso eterno processo de ‘conhecer’ e ‘reconhecer’. Este aspecto fica mais evidente quando entendemos que o conhecer é sempre cuidadoso, tateamos com calma, chega até sugerir risco, exige mais esforço, trabalho e atitude, é alimentado por muitos, e esquecido pela maioria. Reconhecer, por outro lado, nos alegra, nos torna próximos, íntimos, fortalecidos com o assunto. E é entendendo estas ações que abre-se o debate sobre a criação, que se amplia não mais pela aquisição de ferramentas de produção, mas sim, pelo conceito que absorvemos através de nossa posição estética com relação ao mundo. Do modo de projetarmos nosso conhecimento ou reconhecimento, se assim for.

Compreender nossas determinantes físicas e simbólicas, da arte, design, moda, arquitetura, ou afim, nos faz entender melhor os espaços, nos relaciona com culturas e meios e principalmente, nos prepara a atuar de forma holística, sensata, com princípios e bases fundamentadas. Possibilitar ao ser criador estruturas para interpretar os símbolos do mundo a sua volta tornam-nos mais ágeis e sensíveis.

O sistema industrial usou da repetição de métodos e imagens ao longo do seu processo, que reproduziu uma infinidade de identidades forjadas, sem entender que operações semelhantes podem e devem gerar produtos diferentes.

Vivemos este processo de descarte da identidade, trocamos nomes de instituições, mudamos suas marcas, esquecemos velhas historias e deixamos perder significados importantes da construção da identidade, das imagens e das marcas que circulam em nossos meios profissionais e pessoais.

Endente-se que para ser reconhecido o ser humano desenha a partir de um mundo físico imagens e símbolos que serão transformados em marcas, que são suas, que tem ou deveriam carregar sua identidade, que é única, que deve ser repensada, analisada e debatida sempre, com a mesma força e não pode mais, ser um complemento intuitivo.
Todos estes elementos podem ser percebidos e comparados ao longo da história, da arte de todo seu estudo com seus elementos simbólicos, suas formas, suas cores, que tormam-se elementos que fazem a amarração de toda esta forma de percepção.

As cores também entram na conversa, sim, as mesmas cores que ditam moda e ampliam as tendências, também estão relacionadas intimamente ao processo de reconhecer, mais do que o de conhecer, e ser entendida com seu aspecto crítico e experimental, fica evidente que deixamos de observar o assunto cor de maneira pratica, verdadeira, sem mistérios ou interpretações romanceadas de suas características.

Neste caminho da criação é preciso conhecer, testar, experimentar, entender as referências propostas pela história, pelo mundo, pela arte, pelas características já constituídas pelo tempo, que tem valor, que toma conta dos espaços que estão a nossa disposição, que podemos conhecer mais, para depois reconhecer melhor, com verdade, segurança e criatividade.

Mas esta aula ainda não acabou, em setembro tem mais historia da imagem, tem mais Perrone… Agora é experimentar-nos no Trabalho sobre o Livro do Oscar Wilde e curtir tudo isso que ainda ferve em nossas idéias.

Identidade e imagem, fiquem atentos a isso!

* Carlos Perrrone, Mestre em Comunicação pela Universidade Paulista e Arquiteto pela Universidade Mackenzie é sócio-diretor do DESENHOLØGICO, estúdio atuante nas áreas de identidade visual / marcas, sinalização ambiental, design editorial.

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